sábado, 27 de março de 2010

Papinho esperto e Republicação de 'Por que a crença?'

Bom pessoal, desculpa por nenhum post, estou um pouco sem inspiração. 
Estou já pensando sobre o novo tema da próxima postagem, que será a morte.
Se alguem tiver algum tema interessante, não deixe de opinar, rs, apesar que eu acho que ninguém vai opinar ¬¬
Enfim, estou demorando mas espero que a próxima valha a pena de ser lida :D
Enquanto isso vou postar uma postagem mais antiga minha aqui para você conhecer um pouco mais sobre o começo do blog, essa foi a minha primeira postagem.
Espero que gostem! Até!

Por que a crença?

 Há um tempo atrás, quando acabara de me tornar atéia eu ficava questionando o porquê de tantas pessoas terem essa crença baseada em fatos tão absurdos. Foi quando fechei meus olhos para os meus próprios pensamentos antes permeados, acreditava que eu cria por ser criança, assim sendo, não entendia a razão para tantas pessoas crerem, mesmo sendo intelectualmente capaz de rever e reformular seus conceitos. Foi aí, pensando sobre isso que comecei a entender.
A frase "Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar." de Carl Saga, me abriu muito a cabeça. Eu discutia com crentes no intuito de mostrarem a eles a incoerência em que acreditavam, a farsa tão clara e exposta que teimam em sancionar, mas quanto mais eu analisava, mais via que não adianta tentar converter um crente de coisa alguma, se antes este não tiver disposto de entender e debater os fatos que você apresentaria.
Mas muitas das vezes o motivo da crença é um motivo de carência. Eu entendo que a visão de que esteja sozinho e isolado no mundo é perturbadora e que uma pessoa muitas vezes não consegue digerir tal idéia e colocam um terceiro para amortecer esse pensamentos. Deus é também uma base, um meio de aliviar as pessoas de certas tensões, muitas vezes têm a desculpa de que 'deus quis assim', ou até 'ele sabe o que faz' para amortecer fatos que não suportaria aguenta-los de outra forma, por isso ja desisti de tentar converter pessoas, por saber que tirar esta base, esse alicerce de alguém é muito cruel. Expondo minhas idéias neste blog, lerá quem se interessar, então não estou falando diretamente com ninguém.
Acreditar também é uma forma de fechar os olhos para a visão de finitude do ser humano. A idéia de finitude nunca foi bem digerida pelos crentes. A efemeridade da vida combinada com um fim definitivo, não é uma suposição suportável de se conviver.
Resumindo, a religião por si só não convenceria ninguém. Mas juntando ao sentido racional, o medo e a carência de um indivíduo, esse embolado de respostas fáceis são um prato cheio para qualquer pessoa que tenha indolência de pensar por si próprio.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Meu conceito sobre Preconceito

O conceito em si, é fundamental para qualquer relacionamento do ser humano. Seja ele sobre uma pessoa, um carro, uma viajem, um animal, conceitos são estipulados por todos para fins óbvios.
Mas, infelizmente, a maioria dos seres humanos usa um conceito já estipulado para definir pessoas ou coisas que nem conhecem, o que ditamos como preconceito.
O conceito é (ou deveria ser) individual, uma coisa única que tomamos a nós. Ele é alterado pelo tempo e pelas circunstâncias. Mas ele não deve ser confundido com características, características, digo, as que são generalizadas por simplesmente ser. Uma cobra venenosa, por exemplo, ela é perigosa por sua característica, e qualquer uma vai ser, não por causa de um conceito e sim por ser de sua natureza.
Já o preconceito é uma ilusão que os seres humanos criaram para ocupar mais tempo em sua miserável vida. Encontramos características fantasiadas em uma pessoa por motivos e ideias tão chulas que é até cômico quando se pensa realmente nos fatos.
O que eu quero dizer com essa ladainha toda, é que o ser humano tem que conseguir distinguir, sente a necessidade de se rotular, de ter certeza do que é, de pensar ‘eu estou acima’ e se portar como, ou então ver isso nas outras pessoas.
A necessidade de se auto-afirmar perante as outras pessoas é tão grande que usam conceitos prontos e fáceis para que a maioria entenda e aceite a pessoa na sociedade. O preconceito infelizmente já domina o pensamento do ser humano, isso é meio mecânico, natural.
A regra é que a gente precisa de ocupar a cabeça, ao invés de criar, de conhecer, fuçar, duvidar. A regra da sociedade é ser igual.       
Meu velho ídolo já dizia: melhor ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Concordo.


(Sinceramente, felizes são os cachorros. Nem autoconsciência tem para se rebaixarem ou se elevarem por ser da raça que são. Não se importam com a aparência, com a condição financeira, só gostam mesmo de fazer um social...)



Eu sei.. Este post ficou muito ruim e sem muitos argumentos, no próximo eu caprixo mais, nem queria ter postado ele, mas meu blog ta muito desatualizado...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Feliz 2010!

A todos vocês, leitores do meu blog, um ótimo 2010!
Queria dizer que vou tentar postar mais coisas esse ano, e o assunto do próximo post será Preconceito.
Por enquanto não dá para eu postar, mas logo que for possível, escreverei ele...
Estou sem inspiração, mas já comecei a refletir sobre o assunto e logo terão um texto quentinho aqui!
Até mais pessoal, feliz 2010!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Enem, redações e confusões!

Apesar de algumas confusões na parte de conjugação do verbo, acho que minha redação ficou legal. Vou posta-la aqui 'pra módi' ouvir comentários sobre ela, para pelo menos amortecer a angústia da espera até janeiro...

O cálice, infelizmente, voltou

“Pai, afasta de mim esse cálice”. Chico Buarque quando compôs essa música não podia imaginar que o nosso país hoje estaria embriagado com a bebida amarga que descrevia. O cálice, ou cale-se, que ele tanto repudiava, hoje se alastra na população brasileira. O individualismo somado ao capitalismo exacerbado calou a voz da população, que mesmo diante da corrupção sem medidas, prefere ficar parada, visando apenas a comodidade pessoal.

Quem vivenciou ou conhece a época da ditadura sabe como o poder do povo é forte. Infelizmente, a população se estabilizou apenas no saber e preferiu observar quieta o que acontece no governo do país. Mesmo diante do grande arsenal de denuncias sobre as irregularidades do governo, os murmúrios inexpressivos da população indignada sobre o tema, é abafado diante dos gritos que o individualismo incessantemente tende a impor.

As pessoas hoje se preocupam apenas com o que acontece dentro de sua casa, ou não querem abalar sua estável rotina em busca de justiça. Como expor-se ou clamar por democracia de verdade é visto como desvantajoso, inviável e até as vezes considerado inútil, a sociedade se anestesiou dessa ideia.

Enfim, a frágil frustração acerca desses aspectos influi na crescente nação corrupta que está se criando. A força do povo antes tão clamada, hoje é inútil perante a vontade tão escassa de revolução. Porém ela, mesmo que adormecida, ainda existe. O poder do povo sempre existirá independente se usado ou não. A nossa esperança é que da mesma forma com que fomos capazes de mudar a história com ele, um dia ainda reanimemos para transformar o futuro. Para que do mesmo jeito que nos orgulhamos ao contar nosso passado, contribuirmos para repetir esse sentimento no futuro.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Justiça: você ainda acredita nela?

Observando a maneira com que a sociedade incessantemente clama por justiça resolvi dar minha opinião sobre o assunto. Você já percebeu como todo e qualquer cristão ou religioso se sente confortado quando pensa em justiça? É até engraçado de se ver. Às vezes me perguntam: ‘mas e quem faz coisas ruins e não é punido pela sociedade, o que acontece a ele?’ minha resposta? ‘Nada’. Sim, simples assim. Se um cara matou e não foi descoberto, não acontecerá nada com ele. Se uma pessoa fez mal a outra, não acontecerá nada com ela (claro, a não ser que seja programado por outra pessoa). Essa crença de que ‘aqui se faz aqui se paga’ ou então ‘pagará pelos pecados’ é pura ladainha, porque certo e errado vem cada pessoa, eu posso estar fazendo uma coisa que para você é errado e que pra mim não há mal algum. Esse blog, por exemplo, já ouvi críticas dizendo que eu sou errada em escrever o que escrevo quando que pra mim não vejo nada de mal no que faço. É tudo muito relativo. A justiça, como vêem, é relativa. Eu sei que é um pouco banal e até triste pensar assim, e sei também que essa é a pior barreira que uma pessoa quando está se descobrindo “ateu” tem de enfrentar. A justiça conforta, alivia, mas do que adianta se enganar, quando na verdade todo mundo sabe que ela não acontece sem que exista a intervenção planejada. Já disse um velho sábio: “Pra consciência eu não posso mentir, pois meu travesseiro não me deixa dormir”, sinceramente, algumas pessoas simplesmente dormem, preferem deixar isso nas entrelinhas, não pensar sobre assunto, esquecer. Mas quando são questionados estão prontos para dizer que acreditam na justiça. Que justiça frágil é essa que quando pisam no seu calo, quando mechem no seu mundo, estão dispostos a resolver com suas próprias mãos? Tenho certeza que muitos que tenham sofrido com problemas, se prontificaram eles mesmos a fazer a justiça, sem que a esperassem aparecer.
A justiça quando aplicada é sim eficaz, mas acreditar nela como mágica ou conseqüência chega a ser maçante e triste, acreditar em algo que não existe, por apenas ser feliz em acreditar. Infelizmente essa é a sina do cristão, religioso. Infelizmente para mim, que vejo isso e tenho minhas mãos atadas. Não os julgo por serem felizes de forma alguma, eu nem tenho direito de julgar coisa nenhuma, a única coisa que eu me sinto angustiada é a grande maioria não conseguir enxergar o que está tão claro, ou melhor, não querer enxergar a realidade.
Enfim, a felicidade é única e individual de cada ser humano. Um pouco da minha forma de ser feliz é diferente da grande maioria, mas no fim, nada disso importará, não é mesmo? No fim as únicas coisas que importarão não serão as formas com que fomos felizes, importará se fomos felizes... E isso, cada pessoa que se auto-julgará. :)